FLEXIBILIDADE | Considerações Gerais, Fatores de manifestação, Fatores determinantes e Formas de desenvolvimento e avaliação


A presente investigação tem como objetivo estudar a flexibilidade em jovens e idosos bem como apresentar algumas formas que possam melhorar a capacidade motora apesar das condicionantes que se apresentam (idade, género, raça, ambiente…).
O estudo baseou-se na realização de pesquisa e observação de alguns grupos de indivíduos
Através da sua análise pode-se concluir que a flexibilidade vai variando com o avançar da idade, e também com o género do individuo em estudo. Com base nos estudos podemos assim afirmar que a Flexibilidade em faixas etárias mais jovens é muito mais notável do que em faixas etárias mais avançadas, podendo verificar também alguma diferença em relação ao género do indivíduo.


1.Considerações Gerais
O tema a ser abordado será a flexibilidade. A flexibilidade é uma capacidade que tem como característica a capacidade da estrutura muscular esquelética se estender, sem que disso ocorram lesões, permite também uma ampla movimentação da articulação que se quer trabalhar. Para o estudo desta capacidade motora, procuramos saber como se encontrava a flexibilidade nos jovens/crianças e também nos idosos.
A flexibilidade de um individuo, ao longo do tempo, tem tendência a diminuir. Para este estudo decidimos analisar estudos com grupos de indivíduos de faixas etárias muito distintas para perceber que tipo de exercicos se adquam mais a cada tipo de individuo, para que se possa melhorar a postura e também o estilo de vida. Durante a realização do trabalho procurámos saber mais sobre a capacidade motora, por isso abordaremos os fatores determinantes (o que mais a influencia), as formas de manifestação, as formas de avaliação da capacidade, como podemos desenvolver mais a mesma capacidade com diferentes exercícios e também a relação da flexibilidade com outras capacidades motoras (equilibrio, coordenação, velocidade, força…).

2.Delimitação do conceito
Na delimitação de conceitos procuramos (como o nome indica) delimitar alguns conceitos/palavras-chave que nos permitam compreender melhor o trabalho realizado.

Flexibilidade: 

[ Tubino - 1980 ]
- Qualidade que condiciona a capacidade funcional das articulações a movimentarem-se dentro dos limites ideais de determinadas ações.

[ Villar - 1983 ]
- A qualidade com base na Mobilidade Articular, Extensibilidade e Musculares e sob o controlo do Sistema Nervoso Central, permite o máximo percurso das articulações em posições diversas, possibilitando ao individuo a realização de ações motoras com grande amplitude.

[ Corbine e Lindsey - 1985 ]
- Amplitude de movimento de uma articulação ou num grupo de articulações.

[ HAMILI - 2008 (pag. 66) ]
- A flexibilidade é uma capacidade que tem como característica a capacidade da estrutura muscular esquelética se estender, sem que disso ocorram lesões. Abordamos também o conceito de extensibilidade. A extensibilidade é a “capacidade do músculo de alongar e esticar além do comprimento em repouso”.


Flexibilidade Ativa-Dinâmica:
-Mobilização normalmente brusca e lançada dos segmentos corporais e com praticamente imediato retorno à posição inicial. (Weineck- 1986)


Flexibilidade Ativa-Estática:
-Mobilização por intervenção dos agonistas seguida de uma paragem e tentativa de manutenção da posição com uma determinada amplitude segmentar (máximo possível). (Weineck- 1986)


Alongamento Ativo:
-Unicamente realizado pela ação muscular do próprio executante. (Pedro Correia- 1997)


Alongamento Passivo:
-O individuo não contribui para a ação, não existindo ação muscular ativa, sendo realizado o movimento por um parceiro ou por equipamentos de tração. (Pedro Correia 1997)


Alongamento Ativo-Passivo:
-A fase inicial do movimento é executada por um agente externo seguida de contração isométrica e manutenção da posição por alguns segundos. (Pedro Correia- 1997)


Alongamento Ativo-Assistido:
-O movimento é realizado pelo executante ate a máxima amplitude e depois é completado pelo parceiro. (Pero Correia- 1997)

Souplesse:
-É um fator complexo que determina o grau de mobilidade articular e por consequência a amplitude de movimento. (Pedro Correia- 1997)


Alongamento Elástico (Elasticidade):
-Consiste numa ação tipo mola na qual qualquer aumento do comprimento do tecido conjuntivo que ocorra durante o alongamento é recuperado quando a carga é removida. É uma situação temporária. (Pedro Correia- 1997)


Alongamento Plástico (Plasticidade):
-O aumento do comprimento que ocorre num alongamento plástico mantem-se, mesmo depois de ser removida a carga. Os ligamentos e os tendões têm propriedades. (Pedro Correia- 1997)

Extensibilidade: 
-Para a analise dos grupos, recorremos a estudos previamente realizadas podemos verificar que num grupo de indivíduos mais jovem, a flexibilidade é boa visto que o seu sistema muscular é pouco desenvolvido e que em alguns deles o sistema ósseo é pouco consolidado.

Por outro lado, analisando os estudos num grupo de indivíduos mais velho, verificamos que, tanto a sua postura como a sua flexibilidade, já não são totalmente boas, perdendo, muitos dos indivíduos, grande amplitude de movimento que costumavam adquirir
Olhando individualmente para cada grupo de indivíduos verificamos que em idade pré-escolares, a flexibilidade estará representada quase na sua totalidade. Com o avnçar dos anos, indivíduos que agora possuem entre 6 e 10 anos, já apresentam algumas contradições nos movimentos realizados. Passando para idades dos 10 aos 13, como o crecimentos ósseo é demasiado brusco não permitindo que os tecidos musculares acompanhem de forma progressiva o crescimento, a flexibilidade vai diminuindo em grande escala, havendi possibilidade de cada vez mais lesões em treinos desportivos.
Olhando agora para a outra vertente de estudo, os indivíduos idosos, percebemos que as suas capacidades motoras tais como a força, velocidade e principalmente a flexibilidade quase não se verificam e quando se verificam, são em escala muito reduzida, sendo em alguns casos nula.
Mesmo havendo diferenças entre os objetos de estudo, verificamos que a portura, quer num grupo quer noutro, precisa de ser corrigida com “urgência”. Na forma de sentar, na forma de comer, na forma de andar, na forma da realização de exercício físico.

 

3.Formas de manifestação
A flexibilidade é uma capacidade que tem como característica a capacidade da estrutura muscular esquelética se estender, sem que disso ocorram lesões. Dentro da flexibilidade, podemos delimitar 2 grupos, segundo a natureza do movimento podemos distinguir entre flexibilidade ativa e passiva. A a ativa está relacionada com a amplitude máxima possível de uma articulação que o individuo pode realizar, tudo por causa da contração dos seus músculos agonistas e sem ajuda de forças exteriores. A passiva refere-se à amplitude gestual máxima de uma articulação que um individuo pode realizar, sob o efeito de forças exteriores.
Verificamos ainda que dentro da flexibilidade podemos destacar mais dois tipos de flexibilidade segundo o caracter da atividade muscular, a flexibilidade geral e a especifica. A flexibilidade geral procura aumentar o nível de flexibilidade geral de todas as articulações e simultaneamente fortalecer o sistema muscular.


4.Fatores determinantes
A flexibilidade, no seu todo, encara alguns fatores que a determinam/condicionam. São exemplos de fatores que determinam/condicionam a temperatura a que o corpo está e também a temperatura exterior, a idade, o sexo e também a composição corporal que o individuo apresenta.

 

4.1.Fatores comuns à espécie humana: (estruturais, bioquímicos, fisiológicos, volitivos)
A estrutura, a idade, o género são fatores que tanto nos distinguem como nos tornam muitos parecidos. Em termos de flexibilidade, a capacidade de adquirir a mesma vai sendo cada vez menor ao longo do tempo mas em grupos de indivíduos com a mesma faixa etária, o nível de aptidão à maioria dos testes realizados para a capacidade é muito idêntico.

Da mesma forma que em termos de estrutura, o nível de aptidão aos testes realizados vai ser tanto semelhante quanto mais semelhanças em termos físicos os indivíduos apresentarem. (Rikili. R, Jones.C)
Os fatores comuns à espécie humana podem ser estruturais, neurais, englobando os primeiros os músculos, tecido conjuntivo, tecido ósseo, pele, ligamentos e tecido nervoso e o segundo orgã tendinoso de golgi e fuso neuromuscular.

 

4.2.Fatores resultantes de diferenças individuais: (Idade cronológica, Género, Actividade, Aquecimento, …)
Apesar de na alínea anterior se ter referido que com idades idênticas os níveis de aptidão nos testes realizados seriam semelhantes, sabemos também que podem trazer algumas diferenças em termos de resultados, se observarmos uma criança com 3 anos e uma criança de 6 verificamos que a criança de 3 anos apresenta uma maior aptdidão para o teste que está a realizar.
O mesmo acontece com o género do individuo, onde habitualmente o sexo feminino tem maior facilidade na realização dos testes propostos. Os indivíduos apresentando diferenças entre si, irão apresentar também diferentes resultados, como a amplitude de movimentos e a capacidade de realização dos exercícios. Quanto mais novos são os indivíduos melhores serão os resultados, assim como também o aquecimento prévio influência a realização do exercício. Com um bom aquecimento o exercício terá melhores resultados.


5.Formas de desenvolvimento (Exercícios)
Para o desenvolvimento da capacidade motora, devemo-nos exercicitar diariamente, para uma melhor postura e um melhor estilo de vida
Em termos de Flexibilidade podemos realizar diversos exercicos que nos ajudem a aumentar a nossa capacidade. São exemplos de exercícios dinâmicos, estáticos e também alguns que nos levam ao limiar da dor. o crescimento da flexibilidade, maior amplitude e também melhor portura e qualidade de vida.
A Flexibilidade estática não enfatiza a velocidade durante o alongamento, flexibilidade estática é o resultado do alongamento estático. Por outro lado, a flexibilidade dinâmica é a capacidade de usar uma amplitude de movimento articular no desempenho de uma atividade física em velocidade normal ou acelerada. Por fim, aquela que nos leva ao limiar de dor, é aquela que ao alongarmos ou ao ralizarmos qualquer exercício de flexibilidade nos causa dor que tentamos contrariar/vencer. São exemplos de flexibilidade estática (anexo 1 a 4), Flexibilidade dinâmica (anexo 5 a 7), no limiar da dor (anexo 8).


Exemplos de Flexibilidade estática:



Figura 1 –Realização de um alongamento dos músculos do membro inferior (adução do quadril)






Figura 2- Senta e alcança sem material




 Figura 3- Alongamento da região lombar




 Figura 4- rotação lateral do tronco




Exemplos de Flexibilidade Dinamica:

Figura 5- lounge dinâmico





Figura 6- Elevação e afastamento do membro inferior






Figura 7- Ginasta a realizar movimento 





Figura 8- Espargata




Formas de Avaliação da capacidade. 

Para avaliarmos a flexibilidade, como em exercícios podemos também avaliar em termos de testes. Os testes de flexibilidade são normalmente realizados em escolas para que se tenha algum termo de estudo e de comparação entre os alunos e para que também seja possível que se analise de que forma varia.
São alguns exemplos de Testes: (ver anexo 9 a 11)

Figura 9- Teste do senta e alcança





Figura 10- Elevação do tronco





Figura 11- Testes de alcançar as costas com as duas mãos





6.Relações com outras capacidades. (Nas acções motoras “a capacidade motora” está sempre em relação recíproca com outras capacidades)

Relações com outras capacidades

Para além da flexibilidade existem várias outras capacidades motoras como: a força, a velocidade e a resistência. Existem também as capacidades motoras coordenativas, mas essas não estão ligadas ao processo energético e metabólico do atleta.
A flexibilidade pode ser relacionada com as diferentes capacidades motoras apresentadas acima:

Flexibilidade / Força: padrões adequados de força muscular e flexibilidade permitem movimentação eficiente, melhorando a eficácia desportiva e conferindo qualidade de vida, sendo assim capacidades que se relacionam para o bem-estar físico do atleta.

Flexibilidade / Velocidade: são capacidades distintas, embora pertençam ao mesmo ramo de capacidades motoras. Na velocidade o importante é a capacidade de realizar um movimento em menor tempo possível e na flexibilidade o importante é a execução de movimentos de amplitude muscular máxima.

Flexibilidade / Resistência: a resistência é essencial a qualquer tipo de capacidade motora, pois é a capacidade de suportar e recuperar da fadiga psíquica/física do atleta. Embora essencial, não é uma capacidade presente em todos os atletas. Por isso é sim, relacionável com a flexibilidade de modo a facilitar na recuperação e execução dos movimentos de amplitude muscular.

7.Conclusões
As conclusões inerentes a este trabalho apontam algumas recomendações e sugestões que nos parecem importantes para futuras investigações neste âmbito.
Ao realizar este trabalho, podemos contatar a decadência que a capacidade motora apresenta. Analisando por idades, vemos que ao longo do tempo, a flexibilidade vai diminuindo, que em termos de género há maior facilidade de movimentos para o género feminino. Em termos de estrutura, verificamos que um individuo obeso tem mais dificuldade na realização e de certos exercicos e posteriormente a adquirir alguma flexibilidade.
Na certeza de que as conclusões definitivas sobre este campo de investigação ainda estão por encontrar, pensamos que só um conhecimento mais profundo da problemáticas nos permitirá um melhor conhecimento da mesmas.

Bibliografia
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ANEXOS:

Formas de desenvolvimento (Exercícios) 


Exercicio 1






Exercicio 2





Exercicio 3




Exercicio  4




Exercicio 5




Exercicio 6




Exercicio 7




Exercicio 8




Exercicio 9




Exercicio 10




Exercicio 11




Exercicio 12




Exercicio 13




Exercicio 14




Exercicio 15




Exercicio 16






Exercicio 17






Exercicio 18






Exercicio 19






Exercicio 20




Exercicio 21






Exercicio 22




Exercicio 23






Exercicio 24




Exercicio 25



Formas de Avaliação da capacidade


Teste 1








Teste 2







Teste 3







Teste 4







Teste 5









Teste 6





Teste 7





Teste 8






Teste 9






Daniel Ramos | Bruna Oliveira | Francisco Rosa | Tomás Gomes

Professor: António José D. Faustino | Análise da Motricidade










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